quinta-feira, 7 de junho de 2007

Amigos, saudades mils...
Devido a inconstância do sistema weblogger, estou de casa nova.
Anotem o novo endereço ou aproveitem e siga o link...
www.eu41.blogspot.com
Espero todos por lá!
Beijocas mils
Angélica
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Amigos
estou de mudança! breve indicarei o novo endereço do blog que será hospedado em outro servidor!
Beijos
sábado, 23 de setembro de 2006

Constatações
Às vezes é bom saudar a manhã. Que seja com um sorriso, ou com o erguer de um copo fumegante de café quente.
Porque faz bem ao coração o início da manhã, o ar sempre parece mais leve e as preocupações menos importantes.
Acho que a natureza é sábia em tirar o peso sempre no início, mostrar que algo novo aconteceu, e que tudo nessa vida, todas as horas desse dia, são marcados pelos estigmas das possibilidades.
Tudo nessa vida se baseia nas possibilidades. Como ontem o que era errado agora é tão certo.
Como as riquezas de hoje eram a futilidade de nossos pais.
De como nossos filhos vão seguir nosso caminho simplesmente nos negando, modificando tudo em que agora acreditamos.
E com um grande amor e afeto, simples assim.
Porque a vida continua. É um ônibus com muitos passageiros, que nem sempre são os mesmos, mas mesmo assim ele não pode parar. Segue a estradinha com todas suas curvas, novos buracos e novos atalhos. Não importam os passageiros.
Me sento ao seu lado todo dia durante a viagem, primeiro querendo segurar sua mão, depois esperando um afago.
E depois o que?
A vida não precisa mais de mim, nem tu. Já conheces o caminho, não precisa mais da minha companhia, seus companheiros de viagem já são outros...
segunda-feira, 15 de maio de 2006

Ausência
Uma das coisas mais interessantes que consegui aprender a meu respeito ao longo desses deliciosos anos vividos em minha nem sempre doce companhia, foi que devo mastigar muito, engolir devagar, e respeitar o tempo da minha digestão.
Sou faminta de vida, de sentimentos, de novidades. E às vezes, os sapos que costumo abocanhar são enormes, e para engolí-los sem ficar com "aquela coisa" travada na garganta, é melhor ir devagar.
De preferência, bem devagar...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

O que vale a pena?
Admiro as pessoas capazes de fazer exatamente aquilo que desejam que conseguem sempre fazer o que lhes dá prazer.
Por mais que eu reclame, resmungue ou bata o pé, normalmente abro mão da minha vontade ou parte dela em favor de outrem.
Será minha natureza, vício adquirido pelos caminhos da vida ou uma descontrolada tendência à submissão?
Seja lá o que for, a pergunta lateja em minha cabeça, teimosa feito criança quando quer alguma coisa, será que vale a pena?
Devemos ser tolerantes ou impor nossa vontade? Não sei!
Mas ainda descubro, tenho tempo! Isto é, acho que tenho, pois quando falamos em "tempo" tudo é muito relativo.
Ainda chego lá!
sábado, 14 de janeiro de 2006

Confidências
Ainda é cedo e parece tão tarde...
O sol lá fora colorindo o dia me incomoda, arde...
Dentro de mim já é noite! Há tempos a noite se recusa a ir embora, tem insistido em ficar, como uma velha amiga cheia de saudades.
Está tão escuro, pesado! Meus ombros, meus olhos e meu coração.
O que faço? Choro, grito; corro; arranco os cabelos?
As lágrimas já descem por si só, não é preciso muito esforço.
Espero que passe! espero sinceramente que sim, está apertadinho meu coração, como se uma grande mão resolvesse brincar de espremer...
Às vezes ele dói, falta o ar,mas passa, vai passar eu sei...
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Simples assim ...
Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o.
Nietzsche
sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Poema enjoadinho!
Achei que o tempo traria sabedoria. Ledo engano!
Ando tão atrapalhada com as idéias que me sinto com dez anos.
Às vezes temos que opinar, aceitar, acatar e por aí vai... Só não vale ficar em cima do muro. Quer saber, acho que ser uma boa ouvinte vale muito.
Aprendi a escutar, e olha que foi um "parto".
Sinto-me como aqueles bons e velhos juizes de futebol, os da antiga, honestos e pacificadores.
Sinceridade, hoje disse pro meu filho mais novo: Viver é f...!! E o mais interessante é que ele não tem a mínima noção sobre o que eu falava afinal das contas, ele está começando a viver agora.
Está ainda no tempo de não perder tempo! Tem pressa e uma urgência em viver. Deixa pra lá, afinal são outros tempos mesmos!
Só peço a Deus sabedoria, muita sabedoria. E se ele por acaso tiver um pouquinho de paciência pra me mandar eu aceito, afinal ando necessitada.
Minha reserva anda meio "down", ando "enjoadinha" tal como o poema de Vinicius de Moraes
Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!
Não disse!
segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Sou normal!
Sabe o que descobri?Tenho compulsão por tranqueira!
Isso mesmo, aquelas do tipo, vidro de maionese vazio, embalagens plástica de supermercado (ótima pro freezer) e a ultima e assustadora. Tampa de pote de sorvete!
Não tô falando da embalagem completinha, somente a tampa, de variadas cores!
Descobri um verdadeiro estoque no armário e resolvi contar. Vinte esse foi o relatório final!
Sentei no chão da cozinha e deduzi, pirei!
Resolvi abrir o coração e partilhar meu segredinho com minha boa vizinha do segundo andar.
Deus é bom, sou normal!
A coleção dela de potes de vidro é imbatível. Perdi feio!
E sabe o que mais, mulher adora tranqueira. Somos mesmo seres especiais!
Temos nossas manias, peculiaridades, cada uma do seu jeito, feito gente de verdade.
Estou falando de mulher "real", aquela que tem cólica, chora com comercial de margarina, que adora um bom papo, um chope e uma generosa travessa de fritas para acompanhar.
Que cai de boca no chocolate, quando o dia não foi do melhores. E por aí vai...
Aproveito para abusar do "copy & paste" e terminar com um texto do Jabor.
Tenho horror à mulher perfeitinha.
Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!
Pois então, mulheres assim é um porre. Pior: são broxantes.
Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a. Escova toda manhã: a fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit.
Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês.
Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS!
O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto tiver transando.
É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo!.
c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe?
Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu.
Isso se chama autenticidade, meu caro.
Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônicos (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das duas calorias que ingeriram), portanto não vai acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você.
Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão. Pois é, ela é um tesão.
Mas não curte sexo porque desglamouriza se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega à seqüência de bíceps e tríceps.
Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.
Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira.
Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo.
Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.
Nem pra dela, nem pra sua.
Gostei!! Até...
sábado, 29 de outubro de 2005

Dias de chuva
Passeando lentamente, sou surpreendida pela chuva e pelas ruas molhadas, sigo meu caminho sem pensar em nada especial.
Subtamente o asfalto se torna mais negro, o calçamento mais brilhante, mais escorregadio.
Pessoas correm mais do que deveriam, sob guarda-chuvas enormes, surgidos nem sei de onde. Tudo parece superlativo em dias de chuva.
As luzes da cidade se acendem mais cedo, antes do pôr-do-sol, dando a impressão de que o tempo também corre mais rápido, e que na verdade não há motivos pra ficar parado então.
Somente os postes iluminam gotas como lágrimas luminosas das lâmpadas fluorescentes.
Crianças vestem capas de chuva em tamanhos grande e extragrande, herdadas provavelmente de seus irmãos mais velhos.
Corre pela rua em uma profusão de cores berrantes, longos capuzes, e uma falta de vontade nata de se manter secas.
Pisam em grandes poças, espalhando água pelo puro prazer de estarem vivas, e prontas (como sempre) pra brincar.
E ouvindo a estática da chuva, continuo passeando lentamente entre o que menos sei, entre o sinto.
Adoro a sensação de ter os cabelos molhados, de sentir meus lábios gelados, de pingar água da ponta do nariz.
Amo poder ter meus olhos tão molhados que tudo parece filtrado por um prisma líquido, maleável de cores misturadas.
É como ver o mundo através de bolhas de sabão.
Redescobri a chuva! Dias de chuva são bons pra viver em excesso!!
julho/2004